quinta-feira, 27 de março de 2014

Black Sabbath: a polêmica capa do polêmico Born Again



Em 1983, após a saída de Dio do Black Sabbath, levando a tiracolo o baterista Vinnie Appice, havia uma grande interrogação sobre o futuro da banda, e esta não foi a primeira, nem a última vez que isso aconteceu. Quem teria o cacife de substituir Ronald Padavona (Dio) ou Ozzy, como front-man da Banda Mãe do Heavy Metal? A solução foi encontrada em grande estilo: Ian Gillan! O Resultado foi um album sombrio, que manteve a reputação da banda intacta, além de providenciar uma mistura de estilos interessantes entre duas grandes bandas: Black Sabbath + Deep Purple. Ainda sobre o álbum vale dizer que ele pode ter agradado a vários fãs das duas bandas, mas não agradou ao principal personagem dele: Ian Gillan. Gillan se considera o pior vocalista do Black Sabbath, além de ser totalmente incompatível com o estilo dos outros membros (principalmente Iommi e Butller). Só para melhor exemplificar, as gravações foram feitas em separado, isto é: Gillan gravava na manhã e Iommi, Butler utilizavam a noite e madrugada para gravar.
Vamos então à capa – inicialmente se supôs que ela era baseada na capa do album "New Life" do Depeche Mode (1981), mas a história é outra. Criada por Steve Joule, ela (segundo o próprio) apareceu em circunstâncias nada habituais.
Basicamente o que houve foi que Sharon (Esposa de Ozzy) e Ozzy haviam brigado com a gravadora e o seu Manager Don Arden (Pai de Sharon) na época. Don resolveu se vingar decidindo fazer o Black Sabbath reconquistar a posição de melhor banda de Heavy Metal do mundo. Na época a banda não exibia a mesma forma dos anos 70. Após recrutar Ian Gillan e trazer de volta Bill Ward para o álbum, Don resolveu roubar o máximo do time que trabalhava para Ozzy e Sharon. Steve Joule fazia as capas de Ozzy naquela época e foi convidado para criar esboços para Born Again. Como Steve não queria perder seu trabalho e se indispor com Ozzy, resolveu criar um esboço óbvio e ridículo, e mostrar para os membros da banda, que o rejeitariam, mas...
Quatro ideias foram enviadas e uma delas era baseada no bebê da capa de uma revista chamada Mind Alive (1968). Steve fez fotocopia em preto e branco da capa, criou os chifres, unhas, dentes e utilizou a mais estranha combinação de cores que achava possível.
A história se segue com uma reunião onde Tony Iommi e Geezer Butler estavam presentes, mas Gillan e Ward não participaram. Tony adorou a capa e Geezer, conforme nos é informado, olhou para ela e disse, “É uma merda, mas é boa para caralho!” O Empresário Don não somente adorou mas também decidiu fazer uma fantasia do bebê para um anão utilizar na turnê. De repente Steve foi forçado a fazer uma capa que detestava e por uma grande quantia de dinheiro (mais do que o dobro do que era pago por Ozzy) se entregasse na data marcada. Após enrolar durante algum tempo, pois não queria fazer a capa, Steve juntou-se ao seu vizinho, uma garrafa de Jack Daniels, e em uma noite rapidamente fez a capa, incluindo os títulos e encarte com letras (N.R: praticamente ilegível), para receber o combinado.
Quando Ian Gillan finalmente resolveu ver a capa, ele detestou e afirmou ter jogado uma caixa com 25 cópias do álbum pela janela, de tanta raiva. Gillan pode ter detestado, mas Max Cavalera (Sepultura, Soulfly, etc..) a considera a sua capa favorita.
Após o lançamento do album, Bill Ward se recusou a realizar a turnê, sendo substituido por Bev Bevan…
Agradecimentos: Eduardo Bianchi Rolim


Fonte: Black Sabbath: a polêmica capa do polêmico Born Again http://whiplash.net/materias/curiosidades/090225-blacksabbath.html?refredir=200260#.UzQomvldWSE#ixzz2xAezMxsT

quarta-feira, 26 de março de 2014

VIDA COTIDIANA

O diário dela:
Meu marido estava muito estranho hoje. Fomos jantar juntos, e ele estava distante demais. Achei que ele ficou chateado por eu ter passado a tarde fazendo compras com minhas amigas e ter me atrasado, mas ele não falou nada. Depois do jantar, chamei ele para uma caminhada, a noite estava linda, mas ele não disse uma palavra. Perguntei o que era, ele disse “Nada”. Perguntei se era minha culpa, e ele apenas acenou que não. Perguntei mais uma vez, e ele disse que não era nada, para eu não me preocupar, e beijou minha testa.
No caminho de casa, ele dirigiu com um olhar perdido. Acariciei o cabelo dele, mas era como se eu não estivesse lá. Eu disse que o amava, e ele sorriu. Disse que também me amava, mas eu me senti como se o tivesse perdido para sempre. Acho que ele não quer mais nada comigo. Devo estar ficando velha, ficando feia. Não sou capaz de interessa-lo mais.
Disse que ia para a cama, e torci para que ele me seguisse. Mas não. Ficou vendo TV por mais alguns minutos antes de subir. Assim que se deitou, percebi que seus pensamentos ainda estavam longe. Quando ele finalmente dormiu, eu chorei. Não sei o que fazer. Ele deve estar pensando em outra.
Minha vida é um desastre.
O diário dele:
A moto não quer pegar. Não consigo descobrir o que é…

Charutos, fone de ouvido e uma arara. Três coisas que não podem faltar nunca em uma viagem…


Sinais


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

IRA !



O BOM E VELHO ROCK 'N ROLL



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Mudança de comportamento, 1985
À sua maneira, o Brasil começava a trilhar o seu caminho mod. Quem acha cool os músicos do Cachorro Grande pulando no palco e trajando terninhos vai descobrir que o buraco é mais embaixo. Na capa do primeiro LP, as intenções já estão bem claras. Jung veste uma roupinha de marinheiro e Scandurra aparece dando um pulo a la Pete Towshend, o que está longe de ser mera coincidência com o líder do The Who. Núcleo Base, Tolices e a faixa-título ainda são entoadas de cabo a rabo nos shows, mas o filé está mesmo no “lado B”. Ninguém Entende um Mod, o hino dessa “geração”, e Como os Ponteiros de um Relógio mostram que o Ira! não era mais uma daquelas detestáveis bandas de new wave que infestaram os anos 80.
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Vivendo e não aprendendo, 1986
Chega o segundo disco e começa aquele papo de maturidade. Nasi, Scandurra, Gaspa e Jung tiraram isso de letra e fizeram um discaço. Muito além do sucesso de Envelheço na Cidade, Dias de Luta e Flores em Você (tema de novela global), a obra contém a letra mais bonita escrita pelo Ira! (Quinze Anos). A clássica Vitrine Viva evoca o melhor do The Jam, uma das bandas preferidas do quarteto, e a dobradinha Gritos na Multidão e Pobre Paulista, gravadas ao vivo e já conhecidas do público, exacerba a revolta juvenil daqueles que foram chamados de menudos pelos punks.
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Psicoacústica, 1988
O ápice criativo da banda, uma espécie de Pet Sounds tupiniquim. Todo grande nome da música possui no currículo uma obra incompreendida (até Ronnie Von!), geralmente uma obra-prima. No caso de Ira!, o cineasta Rogério Sganzerla faz as vezes de O Mágico de Oz e o disco contém inserções do filme O Bandido da Luz Vermelha. Rubro Zorro, inspirada na história do lendário João Acácio, é até hoje uma das preferidas dos fãs. Como se não bastasse, com Advogado do Diabo, um rap de roda, o Ira! influenciou ninguém menos que Chico Science, mentor do mangue beat pernambucano.
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Clandestino, 1989
Entre a confusão rítmica de Melissa e a suavidade de Tarde Vazia (“a” balada do Ira!), temos mais um disco pouco (e mal) ouvido. Boneca de Cera, presente no Acústico, é um dos destaques.
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Meninos da Rua Paulo, 1991
Começa com o riff rápido da excelente Rua Paulo, uma celebração ao livro que dá nome ao álbum. O experimentalismo abre caminho na bela A Etiópia e Meus Problemas e nas não tão inspiradas Imagens de Você e Amor Impossível. Há uma versão de Você Ainda Pode Sonhar (Raulzito e os Panteras) e duas músicas que estão entre as melhores de toda a carreira: Um Dia Como Hoje e Prisão Nas Ruas. Foi relançado em CD na versão 2 em 1, junto com o clássico Psicoacústica.
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Música Calma Para Pessoas Nervosas, 1993
Álbum pouco ouvido e ignorado. Lançado por questões contratuais.
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7, 1996
Entre regravações desnecessárias do Animals (The House of Rising Sun) e de si próprio (Nasci em 62, ao vivo), estão as versões originais de duas pérolas, Girassol e Longe de Mim. Com o sétimo álbum da carreira o Ira! mandava um recado bem claro: seguia vivo, mesmo no ostracismo.
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Você Não Sabe Quem Eu Sou, 1998
O título é adequado, pois o oitavo álbum soa como um ET na discografia do Ira!. O sucesso não voltou, então o caminho foi a experimentação. Fascinados pela música eletrônica (em especial o “DJ” Scandurra), os músicos assumiram de vez o flerte que havia começado em 1991. Miss Lexotan, cover do gaúcho Júpiter Maçã, alcança sucesso relativo.
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Isso É Amor, 1999
Um mal necessário, pois graças a este disco o grupo “renasceu” e voltou a ser a banda mais rock and roll do Brasil. Seguindo a onda de álbuns cover que tomava conta do inspiradíssimo rock nacional (Barão Vermelho e Titãs haviam feito o mesmo), o Ira! escolheu um repertório meia-boca e voltou às FMs com Teorema (Legião Urbana). Destaque para a versão de Bebendo Vinho, de Wander Wildner (comprovando a sintonia com o rock gaúcho).
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MTV ao Vivo, 2000
Uma grande apresentação ao vivo. Todos os clássicos estão aqui, provando que com um repertório destes ninguém precisa fazer cover pra ganhar a vida.
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Entre Seus Rins, 2001
Desde Psicoacústica, o Ira! não soava tão autêntico e criativo em estúdio. Inspirados com a volta ao mainstream, a banda “chupou” Serge Gainsbourg e se saiu com a anatômica faixa-título (“me deu o dedo, eu quis o braço e muito mais, agora estou a fim de ficar entre seus rins”). Outra pérola é a “onanista” Um Homem Só. O gaúcho regravado dessa vez é Frank Jorge, com a reflexiva Homem de Neanderthal.
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Acústico MTV, 2004 (CD e DVD)
O ponto alto da banda. Só mesmo o Ira! para transformar um formato já saturado (o tal Acústico MTV) em uma ebulição fantástica que mescla os hits do passado com inéditas do quilate de Flerte Fatal, Poço de Sensibilidade e Por Amor. Imperdível!
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Invisível DJ, 2007
Eles já andaram mais inspirados, mas ainda assim fizeram um grande disco. Abre com a faixa-título, um rockão básico, coisa que o Ira! sabe bem como fazer. O clima segue em Sem Saber Pra Onde Ir, que bem poderia ser o novo hit deles. Eu Vou Tentar, a melhor letra, é uma balada de piano e violão com bom gosto. Na segunda audição, você já estará cantando junto o belo e fácil refrão. Acrescidas de Não Basta o Perdão, as faixas citadas remetem aos melhores momentos da banda. Enfim, é o velho e bom Ira


Fonte: Ira! - Para entender os mods http://whiplash.net/materias/biografias/061524-ira.html#.Uw8bYvldWSE#ixzz2uWNdjQDD

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

New tattoo

Estava conversando com minha esposa sobre quando fiz minha primeira tattoo, puts, foi em 92 !!!!! De lá pra cá, foram mais de 20, e só as que eu mesmo fiz em mim foram 7, e ontem, domingão, mandei mais uma na perna, o personagem do site Mundo Canibal, o Sr Donizildo, uma figura, velho completamente estressado com tudo e com todos, huahuahuahua me amarro nele. Um exemplo a ser seguido huahuahuahuahuahuahau.





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Coleção Piratas do Tietê

Aí está minha coleção da obra do quadrinista Laerte, que hoje não atende mais pelo nome e sim "Sônia", mas não quero entrar nessa discussão, fiquei triste em saber que ele(a), não irá mais desenhar a saga dos bucaneiros, mas, me contento com minha coleção, e quando quero dar boas risadas, leio alguma das revistas.


ps.: sim, mais cachaça com torresmo !


Let´s Jack man !!!